segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

EXPERIMENTEM VIVER UM MES COM 475€

O presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada disse hoje que depois de várias reuniões com empresários das ilhas de S. Miguel e Santa Maria que existe um consenso sobre os efeitos "imperiosos da crise" nas negociações que serão mantidas, em breve, com os sindicatos para a revisão dos contratos colectivos de trabalho.
Segundo o Presidente da CCIPD "cada empresa tem uma posição própria" sobre a matéria salarial, indicando que a tendência apurada nos encontros foi de que não se "pode ir contra a corrente".
Em poucas palavras foi dito o que os empresários queriam: Aumentos? NÃO, Obrigado!
Mas será que esta gente sabe o que é viver com 475 euros, que é o que a grande parte dos trabalhadores recebem?
Por uma questão de lógica, alguns empresários e o Sr Fortuna deveriam experimentar viver um mês (apenas um) com apenas 475 euros no bolso! Certamente que nos mês seguinte o discurso seria muito diferente!

7 comentários:

Jordão disse...

Quem escreve assim não é gago.

Tomamos a liberdade de copiar mais um das tuas verdades para o Candilhes, com a devida referência. Espero que não fiques muito chateado.

Um abraço.

ZEZE disse...

Companheiro Jordão, já estou suficientemente chateado com tanta coisa que nem tempo mais espaço para chatices! Tou a brincar. à vontade. Um abraço

Bota Sentido disse...

Estão tão arredados da realidade, confortáveis na sua vida folgada, que não percebem uma coisa dessas.

geocrusoe disse...

concordo que 475€ não permite a ninguém viver com dignidade e dado o custo de vida é uma afronta alguém viver com um ordenado assim.
Também é verdade que 475€ não é o custo para o empregador, pois este além do ordenado, paga à segurança social (mais que o empregado), além de seguros e outras coisas semelhantes.
Mas é interessante o silêncio que se faz aos custos paralelos do trabalho, quando aqui o estado faz finca-pé e em nada cede e desperdiça em tanta coisa inútil mesmo durante as crises.

Nuno Barata disse...

O carlos acabad de tocar na ferida. É muito fácil fazer demagogia com frase do tipo "expermentem viver com 475€ por mês". Mas muito mais dificil dizer "experimentem a ter emopregados e pagar-lhes 475€ por mês". O custo real desse trabalhador, ultrpassa os 1000 euros e muitas vezes a produtividade nem dá para os 475€.
Como empresário, sou dos que melhor paga num dos sectores (pesca)onde estou, pago, na verdade, muito acima da média por gente sem qualificação alguma cerca de 2000€ mês (podem consultar folhas da caixa). Contudo, na agricultura e comércio, outras áreas onde tenho emprsas, os vencimentos mais altos são de 620,00€ e alguns trabalhadores ganham mesmo os tais 475€, mesmo assim, eles ganham maisdo que eu,pois esses negócios como na construção não se ganha dinheiro desde, pelo menos, 2003.
Nestes questões, como em quase tudo, generalizar ésempre um erro.

ZEZE disse...

Então ai estamos todos de acordo: O Estado deveria intervir na questão mas não o faz porque vive dos impostos. Mas estas pessoas que vivem com 475€ compram pão, leite e carne ao mesmo preço dos que ganham 2000€. São obrigados apenas a comer menos ou sem acompanhamento.

Jordão disse...

Meu caro Nuno está a ser um bocadinho exagerado. Pois estive a perder um bocadinho de tempo com contas e uma empresa tem um custo de 782€ e uns trocos com um trabalhar que aufere o salário mínimo. E isso já com o 13º mês e o subsidio de férias. Vem a faltar o subsídio de alimentação, seguro e mais um ou outro pormenor. Mas isso nunca dará os tais 1000€

No entanto congratulo-me muito em saber que é um dos poucos bons empresários que não pensam só no seu bem estar. Como disse “generalizar é sempre um erro.” Mas tem que admitir que é um nobre exemplo entre os seus pares.

Quantos aos impostos: é preciso pagar os TGVs, as pontos e aeroportos de Lisboa, os estádios do Euro, os brutos ordenados dos deputados e suas respectivas reformas, os serviços dos assessores, as indemnizações aos magníficos administradores, é preciso subsidiar a fundação Mário Só ares e por aí a fora.